quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Peçam já a demissão da Ministra da Cultura de Portugal

Enviem os vossos emails para:
pm@pm.gov.pt; gab.mp@mp.gov.pt; gmc@mc.gov.pt


Com conhecimento a:
ccgp@ps.parlamento.pt; gp_ps@ps.parlamento.pt; gp_psd@psd.parlamento.pt; gp_pp@pp.parlamento.pt; bloco.esquerda@be.parlamento.pt; gp_pcp@pcp.parlamento.pt; pev.correio@pev.parlamento.pt; matp@netcabo.pt;


Texto:

Exmo. Senhor Primeiro Ministro
Exmo. Senhor Ministro da Presidência do Conselho de Ministros
Exma. Senhora Ministra da Cultura



Com Conhecimento a:
Exmo. Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PS
Exmo. Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PSD
Exmo. Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP
Exmo. Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do BE
Exmo. Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PCP
Exmo. Senhor Presidente do Grupo Parlamentar do PEV


Excelências

Acabei de tomar conhecimento da criação, por parte do Ministério da Cultura, de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura. Venho por este meio expressar a minha indignação.

Não considero a Tourada cultura e sendo eu, assim como a maioria dos portugueses, contra este tipo de espectáculo a todos os níveis deplorável e que em nada dignificam o nosso País não quero que os meus impostos o financiem de qualquer forma, directa ou indirectamente.

A Declaração Universal dos Direitos do Animal, aprovada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU, reconhece a necessidade de respeitar o bem-estar e natureza dos animais não humanos.

Por isso vamos chamar as coisas pelos seus nomes: Negócios de crueldade que humilham e matam pela dor, nunca serão arte nem cultura.

Assim, apelo para que V/Ex.ª interceda no sentido de acabar, quanto antes, com as implicações do Despacho n.º 3254/2010, revogando-o de forma a ser excluída a secção de tauromaquia do CNC. Apelo para que a actividade tauromáquica não seja financiada ou promovida à custa de dinheiros públicos.

Peço a demissão imediata da actual Ministra da Cultura.


Agradecendo antecipadamente a atenção que possa ser dedicada à presente mensagem, apresento a V. Ex.ª os meus melhores cumprimentos,

2 comentários:

  1. Olá

    Cá está a resposta do Grupo Parlamentar do BE.

    "Em resposta às inúmeras mensagens recebidas relativas à criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura, o Bloco de Esquerda afirma o sua completa discordância com esta decisão do Ministério da Cultura.

    O Conselho Nacional de Cultura é um órgão consultivo do Ministério da Cultura criado em 2006 e que só agora foi activado. Este conselho prevê secções especializadas nas áreas das bibliotecas, arquivos, direitos de autor e museus. Por decisão da Senhora Ministra da Cultura foram criadas duas novas secções - artes e tauromaquia - respectivamente pelos Despachos n.º 3253/2010 e n.º 3254/2010, de 22 de Fevereiro.

    Se a criação de uma secção especializada em artes aparece, neste contexto, como um passo lógico na resposta a uma evidente lacuna, já a criação de uma secção dedicada à tauromaquia não aparece como necessária nem pertinente.

    De facto a cultura é um campo vasto, em que se cruza criação e património, tradição e contemporaneidade, numa pluralidade de manifestações e linguagens. Mas a autonomização de uma particular tradição, no contexto do Conselho Nacional de Cultura, parece querer dar-lhe uma centralidade que não só não tem sentido dada a pouca relevância do sector para a generalidade da população, como desrespeita as outras tradições e expressões culturais que não têm o mesmo reconhecimento.

    Esta forçada centralidade da tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura aparece ainda como um esforço anacrónico e desprovido de qualquer sentido, que é particularmente incompreensível visto não resultar sequer de nenhuma reivindicação pública do sector.


    Com os melhores cumprimentos,
    Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda"

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  2. Caro Alberto Fernandes:
    Grato por ter sido o único a responder à circular em questão, apesar da mesma ter sido enviada aos vários partidos políticos.
    A. Maciel

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